5.1.5. Anomalias anatômicas
📒 Notas da Lição
🧭 Tema central: Anomalias anatômicas e malformações congênitas
1) Importância clínica
- Os bebês nem sempre chegam com exames de imagem → a suspeita deve surgir da observação clínica.
- Conduta essencial: se houver suspeita de anomalia → não mobilizar nem alongar (o alongamento também é uma forma de mobilização).
- É necessário encaminhamento médico e confirmação por imagem.
2) Tipos de anomalias frequentes
- Síndrome de Klippel-Feil:
- Sinostose congênita (fusão vertebral por falha de segmentação embrionária).
- Pode ser localizada ou parte de uma síndrome genética mais ampla.
- Associações: costelas cervicais, escoliose, estrabismo, alterações cardíacas, renais, neurológicas, urogenitais ou respiratórias.
- Sinostose occipitocervical congênita:
- Fusão entre o occipital e o atlas.
- Pode ser assintomática, mas após trauma → sintomas graves.
- Mobilidade de flexoextensão limitada.
- Malformação de Chiari tipo I:
- Descenso das estruturas cerebelosas através do forame magno.
- Sintomas: cefaleias, vertigens, problemas de equilíbrio, siringomielia, escoliose.
- Contraindicação absoluta para o teste de flexão do “ovinho” → interromper diante da menor resistência.
- Impressões basilares:
- Invaginação da coluna cervical dentro do forame magno.
- Risco neurológico significativo.
3) Sinais clínicos de suspeita
- Pescoço muito curto.
- Implantação baixa do cabelo.
- Traços faciais ou cranianos incomuns.
- Mobilidade passiva “dura” ou limitada.
- Histórico de malformações em outros sistemas (cardíaco, renal, membros).
4) Conduta terapêutica
- Não realizar alongamentos nem mobilizações passivas.
- Recomenda-se trabalhar com estimulação ativa e solicitar exames de imagem.
🟦 Ideia-chave: Diante de sinais atípicos (pescoço curto, rigidez de mobilidade, fácies anômala) → pensar em anomalia anatômica. A fisioterapia manual passiva está contraindicada; o manejo deve ser ativo e sempre apoiado em diagnóstico médico por imagem.